16 de novembro de 2009

King George III and his prophyria

Hoje li uma coisa semi-interessante. Por ser trabalho perde parte do entusiasmo que a leitura lúdica teria. Mas cheguei a uma conclusão.

Os arrumadores de carros e as prostitutas de rua têm ambos funções - arrumar carros, por um lado, e absorver as pulsões masculinas, por outro, para que a boa mulher em casa sirva apenas as funções de reprodução, defendidas pela Igreja e pela Manuela Ferreira Leite, sem ser profanada. Mas não é o desempenho destas funções ou o dinheiro que se dispende ao requerer estes serviços que os faz serem condenáveis pela opinião pública. É, sim, o lado inestético da sua existência, as características que se distinguem ao longe e, pior, a inegável associação das suas funções ao mau funcionamento do sistema.

O sistema ora falha por não conseguir exterminar ou esconder estes indivíduos que atormentam "as pessoas decentes" ou por não conseguir a salvação destas almas penadas.

Seja como for, como dizia um socio-sexólogo conceituado "a prostituição é mais do que a recriação do infiel", é o modo através do qual se alivia a solidão, o modo pelo qual se obtém satisfação sexual que de outra forma teria de ser arrancada à força. A prostituição é um pacificador social. Perverso.*




*Este textículo contou com a preciosa reflexão de D.M., músico, artística gráfico, colunista, caçador de talentos, encantador homem de fato que faz as delícias das senhoras lá do trabalho.

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