É um sentimento.
"Sinto-me catapultada", para dentro, para fora - sempre com mais força-, para baixo. É como viajar no tempo. Agora estou aqui, sou catapultada e dou-me rapidamente conta do que realmente se está a passar. A tal iluminação da mente, que é tão dura e fria como os mosaicos da cozinha. E igualmente conspurcada. E, do mesmo modo, quem fez a sandes de fiambre e queijo foi embora sem arrumar nada.
Que imundice. Tenho moscas nos olhos. Não me levanto da cama há dias senão para ir à casa de banho. Os canos do andar de cima estão expostos na minha casa e, quando tento responder ao apelo da natureza, como seja urinar, faço-o sob o fervilhar do tétano e das descargas intestinais de uma pessoa que não conheço. Nos dias maus, os canos transpiram; já se formaram estalagtites.
15 de maio de 2008
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