Chego ao meu apartamento, dez sufocantes andares mais abaixo, e encontro a Adélia a trepar-me as cortinas do quarto/sala/cozinha/lupanar. Desprendo as patinhas de anzol das pobres cortinas e ponho-a no chão. Ela corre para o Esteves e começa a roer-lhe uma orelha. Daqui a dez minutos estão cansados e vêm deitar-se ao fundo da minha cama. Faço um chá, enquanto vejo a Adélia a endireitar-se muito, pronta para atacar. Ferveu a água.
Ponho a chávena em cima da minha mesa-de-cabeceira e deito-me à espera que o chá arrefeça. Acabo por adormecer, a contar os fungos do tecto, naquele canto, ali.
O que me consola é que as baratas não voam.
15 de maio de 2008
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