22 de abril de 2008

Hydrocephalus

Quando chegamos a ser aquilo que realmente somos, acabamos por descobrir que o que somos em nada corresponde àquilo que achávamos que éramos.

Porque todo o ser humano é naturalmente mórbido, cruel, pessimista, derrotista e assassino, não existe salvação para as almas.

Sorte daqueles que nunca, nem no seu leito de morte, descortinam o veludo púrpura do que realmente são. Em paz morrem os imcompletos.

Nos caixões cravam as unhas os que se olharam ao espelho uma noite e nele viram tudo o que sempre repudiaram nos outros.
Nessa noite não dormem.
Até morrerem nunca mais voltam a estar vivos.

3 comentários:

Óscar Cassonne disse...

Leituras recomendadas: Rousseau e todos os demais que se aproximam da génese do mito do bom selvagem.

A Toupeira disse...

Se ele Rousseau, porque é que eu não hei-de roçar... Ah, já me lembro! Porque eu não acredito na bondade do ser humano, seja qual for a sua condição existencial. Tens para me emprestar?

Óscar Cassonne disse...

ná, rousseau foi cartilha. aprendeu-se nos manuais.. não tenho!