Quando chegamos a ser aquilo que realmente somos, acabamos por descobrir que o que somos em nada corresponde àquilo que achávamos que éramos.
Porque todo o ser humano é naturalmente mórbido, cruel, pessimista, derrotista e assassino, não existe salvação para as almas.
Sorte daqueles que nunca, nem no seu leito de morte, descortinam o veludo púrpura do que realmente são. Em paz morrem os imcompletos.
Nos caixões cravam as unhas os que se olharam ao espelho uma noite e nele viram tudo o que sempre repudiaram nos outros.
Nessa noite não dormem.
Até morrerem nunca mais voltam a estar vivos.
22 de abril de 2008
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3 comentários:
Leituras recomendadas: Rousseau e todos os demais que se aproximam da génese do mito do bom selvagem.
Se ele Rousseau, porque é que eu não hei-de roçar... Ah, já me lembro! Porque eu não acredito na bondade do ser humano, seja qual for a sua condição existencial. Tens para me emprestar?
ná, rousseau foi cartilha. aprendeu-se nos manuais.. não tenho!
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